terça-feira, 18 de novembro de 2014

Brasil é o terceiro país com mais mortes por afogamento, diz OMS

Com quase 6,5 mil mortes por ano, país aparece atrás do Japão e da Rússia; agência da ONU alerta que 372 mil pessoas morrem afogadas todos os anos no mundo, a maioria em países de baixa e média rendas.
Relatório Global sobre Afogamento. Imagem: OMS
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou que 372 mil pessoas morrem afogadas todos os anos no mundo.
Segundo o primeiro "Relatório Global sobre Afogamento: Evitando uma das Maiores Causas de Morte", lançado esta segunda-feira em Genebra, o problema está entre as 10 principais causas de morte de crianças e jovens em todas as regiões.
Crianças
O Brasil aparece como terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, ficando atrás do Japão e da Rússia.  A OMS informou que ocorreram 6487 afogamentos em 2011 no Brasil. Já na Rússia, foram quase 12 mil afogamentos e no Japão, quase 9 mil.
Atrás do Brasil estão os Estados Unidos e a Tailândia. Já Portugal registrou 140 mortes por afogamento.
O documento mostra que o maior índice de casos ocorre entre crianças menores de cinco anos e mais da metade das pessoas que morrem afogadas têm menos de 25 anos.
Número Grande
De Genebra, o diretor do Departamento de Controle de Doenças Crônicas e de Prevenção da Violência e dos Traumatismos da OMS, Etienne Krug, falou à Rádio ONU sobre a situação do Brasil.
"O Brasil tem mais de 6 mil afogamentos por ano, que é um número grande. Acho que primeiro devem ser implementadas as medidas de prevenção básicas a nível das comunidades. Entre essas ações estão a instalação de barreiras (grades para impedir a aproximação das crianças), ter locais seguros para que essas crianças possam ficar durante o período em que os pais trabalham e também ensinar as crianças a nadar nas escolas primárias".
O médico da OMS falou também sobre as partes do mundo onde ocorrem mais afogamentos.
"As regiões do mundo onde os afogamentos mais acontecem são a África, no sul e no leste da Ásia e também nas regiões do Pacífico. Aí temos as maiores taxas, mas (o afogamento) é um problema mundial que ocorre em todos os países.
Homens x Mulheres
O relatório diz ainda que os homens têm o dobro de chances de morrerem afogados em comparação às mulheres. Além disso, mais de 90% das mortes ocorrem em países de baixa e média rendas.
O documento pede aumento dos esforços e dos recursos para evitar os afogamentos. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan afirmou que "ações devem ser tomadas pelos governos federais e estaduais para colocar em prática medidas simples de prevenção".
Entre as recomendações da OMS estão a instalação de grades para evitar o acesso das crianças à água e, também, ensinar noções básicas de natação a elas. Outro objetivo é ensinar técnicas de salvamento as pessoas que frequentem praias e piscinas.
No plano nacional, a Organização Mundial da Saúde afirma que as intervenções devem incluir a adoção de novas regulações sobre navegação e políticas de segurança na água.
A OMS diz que as mortes por afogamento devem ser maiores já que o relatório não inclui os casos de suicídio, homicídio, alagamentos e cheias ou naufrágios.
O relatório chama atenção também para a necessidade de se tornar a prevenção dos afogamentos como parte dos debates mundiais, como por exemplo, a mudança climática.
Fonte: © 2014 Rádio das Nações Unidas.

sábado, 15 de novembro de 2014

Salva-vidas terão que mudar escala para dar conta do trabalho neste verão

Categoria pede concurso público urgente e já fez denúncia no Ministério Público Militar

 

As notícias sobre o aumento de 50% no número de salva-vidas para a Operação Verão 2015 intrigaram os bombeiros. Na verdade, o número de salva-vidas não aumentou, mas sim a carga de trabalho. Em troca de uma gratificação de R$1.000, os cerca de 900 bombeiros que já compõem o total da tropa terão que mudar sua escala de trabalho para dar conta do serviço neste verão. Em vez de trabalhar 12 horas e descansar 48h, praticamente a totalidade dos bombeiros aceitou trabalhar 12h e descansar 36h. Os bombeiros criticam a demora para a realização de um concurso público e dizem que só aceitam a nova escala por cumprimento do dever. 
"O tempo de recuperação do guarda-vida fica deficitário, porque numa escala dia-sim dia-não, não é dado tempo hábil para o profissional se recuperar. Porém, devido a necessidade do serviço, não podemos deixar o pior acontecer. Sabendo da realidade do salvamento marítimo no Estado, sabendo da necessidade de efetivo, se não aceitarmos essas condições vão acontecer mais mortes", diz Cláudio Vinícius Pereira, um dos diretores da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro (ABMERJ).
5 / 9
Ele diz que a escala é voluntária, mas acaba tendo um caráter de imposição, já que os profissionais não podem deixar as praias abandonadas. "Muitos profissionais recusariam pelo fato do valor da gratificação de R$ 1.000,00 não ter sofrido nenhum reajuste em três anos de implementação e pelo desgaste físico de enfrentar cinco meses de praias lotadas, tendo uma escala de descanso menor", critica ele. 
Na praia da Barra, nem todos os locais têm a presença de salva-vidas
Na praia da Barra, nem todos os locais têm a presença de salva-vidas
"O déficit de guarda-vidas hoje no Corpo de Bombeiros é de pelo menos mil homens. Precisamos de um concurso urgente", pede o bombeiro. "Este problema já foi comunicado ao Comando-Geral em março e também ao governador reeleito, Luis Fernando Pezão, mas nenhuma providência foi tomada", completa ele, dizendo ainda que foi feita uma denúncia no Ministério Público Militar em setembro. O Ministério Público informou que não tem incumbência sobre os bombeiros militares e que eles deveriam ter feito a denúncia no MP do Estado. 
A Secretaria da Casa Civil esclareceu que o próprio Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) é que prepara os trâmites para concurso público, enquanto o governo somente aprova o pedido. O CBMERJ confirmou a informação e disse que esse pedido de concurso público "está em andamento". Ele ainda informou que o concurso não é o único modo de formar guarda-vidas. A instituição promove curso de especialização cujo objetivo é capacitar os militares para o salvamento marítimo. A corporação ainda lembrou que este ano foram realizadas provas do concurso público para o CBMERJ com a oferta de 520 vagas para soldado combatente e técnico de enfermagem. Salva-vidas, porém, ainda terão que esperar. 
Cláudio diz que as expectativas para este verão não são boas. "Além de estarmos há seis anos sem concurso público, muitos guarda-vidas deixaram os nossos quadros por falecimento, aposentadoria, lesionamentos, e uma outra parte são oficiais que não tiram serviço ativo na areia", diz ele.  "O fato é que, mais um ano, os guarda-vidas vão dar o sangue e o suor para não manchar nosso verão com inúmeras mortes por afogamento, mas que infelizmente a possibilidade de termos uma triste estatística é real e verdadeira", alerta ele.  
Cláudio ainda diz que muitas das praias, especialmente as que não estão na capital, não têm o principal dispositivo para salvamento: o posto. Postos de salvamento, que além de serem o lugar para armazenar material de socorro, são referência de apoio e proporcionam uma visão privilegiada dos banhistas. "O correto seria ter dois salva-vidas e um posto de salvamento a cada 500 metros, o que não é uma realidade nas praias de fora da capital. Só as praias da Zona Sul têm essa configuração. Praias da Região dos Lagos estão completamente fora dessa configuração", critica ele. 
Segundo regulamento deveriam ser dois profissionais a cada 500 metros de praia
Segundo regulamento deveriam ser dois profissionais a cada 500 metros de praia
Cláudio ainda alerta que um dos maiores perigos são pessoas que consomem bebidas alcoólicas e depois entram no mar. Além disso, a falta de atenção com as bandeiras de perigo e muito tempo exposto ao sol. "Só o fato do banhista chegar para o salva-vidas e conversar para ver qual o melhor lugar para se banhar ou quais as condições do mar são uma grande ajuda", completa ele. 
Um dos perigos de ficar exposto muito tempo ao sol é ter um choque térmico, por isso, deve-se dar um tempo para o corpo se acostumar à água gelada. Além disso, banhistas devem evitar áreas que são point de surfe, tanto pelo risco de acidente com as pranchas como pela correnteza e ondas. No Rio, são os principais pontos Prainha, Arpoador, Leblon e Quebra-Mar. 
FONTE: JB

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Postos de salvamento em breve nas praias de Niterói

O prefeito, Rodrigo Neves, se reúne na semana que vem com o secretário estadual da Defesa Civil para definir implantação de oitos postos de salvamento na cidade



Na próxima semana, o prefeito Rodrigo Neves e o secretário estadual da Defesa Civil, Sérgio Simões, vão se reunir para definir o projeto dos postos de salvamento que será implantado na cidade. O anúncio foi feito pelo vice-prefeito, Axel Grael, em reunião interna que aconteceu na manhã de ontem com os bombeiros da região e algumas autoridades presentes. O projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal no final do ano passado. Orçado em R$ 391 mil, consta na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014.

De acordo com o representante da Associação do Corpo de Bombeiros, Claudio Vinícius Pereira, o projeto inicial tem como meta construir oito postos de salvamento nas praias do município.

“A nossa pretensão inicial era a implantação de um posto de salvamento na Praia de Icaraí, um em Charitas, três em Piratininga, dois em Camboinhas e um em Itacoatiara, no entanto, com a reunião que será realizada pode ser que venha acontecer alguma alteração”, disse.

Na ocasião, o subcomandante do 4º GMAR, Eduardo Luis, comentou sobre as precárias condições que os bombeiros vivem atualmente.

“A segurança está comprometida. Não há um ponto de visão privilegiado. Os próprios banhistas que precisam ou querem nos procurar não conseguem nos achar, pois a praia fica lotada e as pessoas não conseguem ter a visão de onde nós estamos. Além disso, em dias de chuva não há um local para que possamos nos abrigar. As condições básicas, como um banheiro e um local para que possamos fazer alguma refeição também não existe”, relatou.

O cabo Péricles Pereira contou que a implantação dos postos de salvamento é um pedido não só dos bombeiros como também da própria população.

“Ano passado saiu uma pesquisa perguntando o que as pessoas achavam sobre nós, salva-vidas, e 70% responderam que não sabiam onde nos encontrar. Nós temos consciência disso. Essa situação precisa ser revertida o mais rápido possível”, afirma.

O vice-prefeito disse que reconhece as condições atuais dos salva-vidas, mas frisou que a prefeitura está aplicando recursos para investimentos e que a implantação dos postos de salvamento na cidade são uma das prioridades do governo.

Também estiveram presentes no evento representantes da Câmara Municipal e o presidente da Neltur, Paulo Freitas.


Fonte: O Fluminense

 Vice-prefeito Axel Grael se reuniu ontem com representantes do Corpo de Bombeiros. Foto: Marcelo Feitosa


 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


Quem compartilha o conhecimento



















Somos todos, alunos e professores, no educandário da vida.
Educar e aprender, é para adultos e crianças. Sempre reflita antes de agir. 
Um mundo melhor, começa em pessoas melhores. 
Para os últimos quatro meses do ano, a explicação para o nome deles é simples: 
Outubro vem de October,
Era, assim, o oitavo mês do calendário antigo.
Parabéns a todos os Bravos Professores... 
Juntos na luta por dignidade

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PRESIDENTE DE HONRA DA ABMERJ - ELEITO DEPUTADO FEDERAL

Como Diretor- presidente desta pequena entidade em fase de instalação, a ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SEUS AMIGOS E FAMILIARES.
Existente há pouco mais de um ano, com número pouco significante de sócios perante as outras entidades quase centenárias,cuja representatividade é questionável no seio da TROPA,trago um simples manifesto:
 A ABMERJ TEM A HONRA DE TER COMO REPRESENTANTE NO PARLAMENTO FEDERAL , O SEU PRESIDENTE DE HONRA, O DEPUTADO  FEDERAL ELEITO CABO DACIOLO.
Com Cabo Daciolo, aprendemos o valor REAL da UNIÃO, COMPANHEIRISMO e acima de tudo o AMOR A DEUS e ao PRÓXIMO.

PARABÉNS CABO DACIOLO !!!
PARABÉNS FAMÍLIA CBMERJ !!!
PARABÉNS SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, A VIRADA ESTÁ CHEGANDO !!!!

A ABMERJ ESTÁ VIVA NA LUTA !!!
MESAC EFLAIN, Dir. Presidente

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Guarda-vidas da Praia de Itacoatiara reclamam de falta de infraestrutura


 
Precário. A tenda do Corpo de Bombeiros é a única base para guarda-vidas na Praia de Itacoatiara: eles reclamam da falta de estrutura, sobretudo de banheiros, para trabalhar - Eduardo Naddar / Agência O Globo

NITERÓI - Em Itacoatiara, se o mar é considerado perfeito para sediar etapas de mundias de surfe, fora dele a falta de infraestrutura da praia deixa a desejar. Banhistas reclamam da ausência de banheiros, inclusive nos quiosques da orla, e usam a área de restinga para urinar e defecar. Guarda-vidas fazem coro à queixa e acrescentam que, na praia mais perigosa da cidade, eles contam apenas com uma barraca precária para abrigá-los. A Niterói Lazer e Turismo (Neltur) anuncia que já tem em mãos um projeto de postos de salvamento, idealizado pelo Corpo de Bombeiros, que serão instalados em praias oceânicas e da Zona Sul.

Até o último dia 17, o 4º Grupamento Marítimo (G-Mar) de Niterói realizou 2.713 salvamentos (é o segundo destacamento que mais fez atendimentos, levando-se em conta a capital e a Região Metropolitana, atrás apenas do 2º G-Mar, que atende a área que vai da Barra da Tijuca a Sepetiba). Apesar do trabalho intenso e perigoso — frequentemente só é possível concluir resgates com auxílio de helicóptero —, os guarda-vidas da cidade não têm as mesmas condições de trabalho dos colegas da capital, que contam com postos espalhados pelas praias.

— Ficamos de dez a 12 horas na praia, sem abrigo contra o vento frio em dias nublados ou do forte sol. Nosso almoço é feito na própria areia ou, quando o dia está tranquilo, num dos quiosques. É estressante — queixou-se um guarda-vidas, que pediu para não ser identificado.

‘POSTOS SÃO FUNDAMENTAIS’

Claudio Vinicius, diretor da Associação de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (Abmerj), considera os postos vitais para os banhistas:

— Além de dar uma condição melhor ao guarda-vidas, os postos são fundamentais porque permitem melhor visualização para fazer a prevenção adequada na praia.

Quando precisam ir ao banheiro, os bombeiros recorrem a um clube localizado na orla, mas banhistas e ambulantes não têm essa opção. Todos os caminhos que cortam a restinga até a areia estão impregnados com um forte cheiro de urina, além de lixo acumulado.

— Trabalho em Itacoatiara há 12 anos. Aqui sempre teve bom movimento, mas nunca teve banheiro. Antes, os moradores não queriam, mas hoje eles são a favor, pois fica um cheiro horrível na restinga. Quando preciso ir ao banheiro, ando quase um quilômetro até o posto de gasolina — disse o ambulante Amaury Barboza.

O presidente da Neltur, Paulo Freitas, reconheceu os problemas e adiantou que as praias oceânicas de Itacoatiara, Camboinhas, Piratininga e Itaipu; e as de Charitas e São Francisco, na Zona Sul, ganharão postos de salvamento. Ainda sem data prevista para o início de sua instalação, as estruturas terão dois andares (para observação do alto), além de banheiros, vestiário e espaço para guardar equipamentos. A base de Itacoatiara, porém, sofrerá uma adaptação. Projetada pela Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami), ficará suspensa sobre a restinga, em frente à pracinha, no meio da orla, e terá também uma cobertura, de onde o público poderá contemplar a praia.

— No passado, éramos contra a instalação de banheiros porque a frequência era pequena e não havia sistema de esgoto. Hoje temos movimento de segunda a segunda, e a associação já entende que eles são necessários — diz Luiz Otávio Ferreira, presidente da Soami.

Enquanto os postos de salvamento não são instalados, o presidente da Neltur garante que, até o próximo verão, providenciará banheiros, ainda que provisórios, para os frequentadores de Itacoatiara. Freitas adianta ainda que há um plano para a readaptação dos quiosques em toda a orla da cidade.

— Aquela vegetação precisa ser podada para permitir que, do calçadão, observe-se a praia. Está servindo de banheiro e até para coisas piores.

Ferreira, que incentivou a recuperação da restinga em 2005, com auxílio de biólogos, reforça que a vegetação é só de espécies nativas, mas concorda:

— É preciso podar, mas apenas uns 40 centímetros.

Fonte: O Globo Niterói

domingo, 6 de julho de 2014

LANÇAMENTO DA CANDIDATURA DO CABO DACIOLO - NÓS APOIAMOS


                O nosso movimento chega ao seu 3º ano. Em meio a tanta luta por melhores condições de trabalho e salário digno, ainda hoje precisamos lutar pelo próprio direito de lutar. Os Bombeiros e Policiais continuam subordinados a códigos e regulamentos arcaicos, que não respeitam a Constituição de 1988, são contemporâneos a Ditadura. 
         Ao longo da nossa caminhada, conseguimos arrancar algumas vitórias como: desvinculação da Secretaria de Saúde; adiantamento de aumento "Casas Bahia" de 48%; melhorias no interstício e nas vagas dos quadros de acesso;  extensão e gradual incorporação da gratificação de R$350; auxílio transporte; estudo e aquisição de EPI's e materiais/equipamentos operacionais; extensão do auxílio moradia à todos; pagamento de horas-extras(PROG/RAS);  criação do CBAXI, destacamentos e unidades...
         Em 2011 no início da nossa trajetória recebemos o carinho e apoio da população, que nos abraçou, legitimando as nossas justas reivindicações. No ano seguinte, em 2012 sofremos mais uma vez com a criminalização dos movimentos sociais.  Nossos colegas presos, alguns expulsos, respondendo a processo por atentar contra a Segurança Nacional inclusive.
         Aprendemos bastante nos últimos tempos. Com o objetivo de garantir o sustento dos Bombeiros expulsos e com o propósito de fortalecer a futura Associação elegemos dois vereadores. Em 2013 foi fundada a ABMERJ e fomos à luta mais uma vez, para garantir a Reintegração dos Bombeiros expulsos, Reintegração essa que era o ponto de partida para qualquer outra reivindicação. E graças ao poder de articulação da ABMERJ, somada à força das jornadas do mês de Junho de 2012 conquistamos o retorno dos companheiros. Uma luta árdua, com muitas idas a Brasília, muita descrença, mas muita garra e audácia. 
         Em 2014 a luta continua. Depois de tantas experiências, alegrias, decepções, vitórias, derrotas, desastres e acertos... Nos sentimos mais fortes, mais maduros e com muita disposição para verdadeiramente representar os interesses dos Bombeiros elegendo nossos candidatos. Nós não somos partido político. Somos Bombeiros em busca de DIGNIDADE para toda corporação, para a Segurança Pública, para todos os trabalhadores e cidadãos do Estado.
         Somos contrários a velha política, do abuso de poder econômico, de ligações espúrias, da falta de escrúpulo e caráter, dos que estão dispostos a tudo para comprar os ideais. Não apoiamos os círculos de interesse, e o apoio financeiro obscuro das campanhas eleitorais.
         O mandato do candidato Bombeiro deve ser pautado pelo compromisso, pela ética, pela palavra, pela honra. Vão-se os anéis ficam os dedos, os mandatos um dia acabam. Nós temos 30 anos de serviço pela frente e ainda sofreremos como inativos.  É preciso fortalecer a Associação, esse será o legado. Os mandatos acabam, mas a ABMERJ permanece.  Uma entidade sólida, estruturada, capaz de dar suporte ao tamanho da nossa luta.
         A Dignidade virá e alcançara à todos. Nós sonhamos, nós podemos transformar nossos sonhos em realidade. A PEC300, promessa de campanha da Presidente Dilma, continua se arrastando. Chega de enrolação! Até quando vamos esperar pelo piso salarial único de Bombeiros e Policiais? Quantos mais vão perder a vida no exercício da profissão em troca de nenhum reconhecimento... De nenhuma garantia para suas famílias... Vamos à luta! Estamos cansados de promessas! DIGNIDADE PARA TODOS!